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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Lia

Eu tenho uma mãe maravilhosa, que cuidou de mim por todos esse anos, que sempre me ouviu quando eu precisei desabafar.
Eu tenho uma mãe, que me liga quando precisa conversar, que luta pra sustentar suas filhas, que compra pizza dias de sexta.
Eu tenho uma mãe, que me cobre antes que eu adormeça, que me beija na testa, e que me diz boa noite todas as noites.
Eu tenho uma mãe, que me enche de elogios quando eu me arrumo, mas que me elogia mais ainda quando acordo com o cabelo todo bagunçado.
Eu tenho uma mãe vaidosa, que canta comigo nossas músicas favoritas, que tenta me imitar dançando, e que é uma palhaça quando se trata de nos fazer rir.
Eu tenho uma mãe, que é ansiosa, séria, e que não gosta muito de ser fotografada, mas, que ama tirar fotos e dizer como devemos nos posicionar.
Eu tenho uma mãe, que é forte, mesmo sendo frágil, é a mulher de mais garra de já conheci na minha vida.
Eu tenho uma mãe, que com todos os meus defeitos ela me amou, quis sempre me proteger de tudo que pudesse me fazer mal, cuidou de mim quando eu estava doente, e perdoou as minhas besteiras.
Eu tenho uma mãe, e agradeço a Deus por colocá-la na minha vida, para me ensinar tudo que me ensina hoje em dia, mesmo sendo da maneira mais sofrida e dolorosa.
Eu tenho uma mãe, e minha vontade hoje é pega-la no colo, enxugar as suas lágrimas, lhe resolver todos os problemas, cozinhar o seu almoço preferido e dizer que ela não está sozinha.
Eu tenho uma mãe, eu tenho uma mãe...
Minha tristeza é dizer aqui tudo sobre ela, e não conseguir resolver seus problemas, nem enxugar suas lágrimas, e nem cozinhar para ela.
Minha tristeza é estar longe, mas, saber que mesmo que eu estivesse perto não conseguiria ajudar.
Então, oro para que Deus a ajude, que Deus a pegue no colo, que Deus enxugue suas lágrimas, e que Deus lhe mostre o caminho.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Além das saudades de todos, ainda sinto saudade de mim .

Era criança, sonhava em ser caixa de supermercado, vender pipocas, ser cantora e ainda que o amor da minha vida eu encontraria as vinte anos.
Ligava para mamãe pra que ela trouxesse chicletes coloridos, um pouco mais velha eu ligava para perguntar como eu faria pra ir embora com aquela chuva, e então depois, eu comecei a perguntar a que horas eu poderia chegar, enfim, hoje eu pergunto como estão as coisas já que estamos tão distantes.
Mas, eu acreditava no amor, no romantismo, em um príncipe lindo, que me dizia coisas verdadeiras, acreditava que viveria um amor como o das novelas, que teria muitos dramas, mas, que o final sempre era feliz.
Não sei se meu coração ainda não cicatrizou por alguns trombos que tive com alguns meninos, digo meninos, pois foram jovens moços, por assim dizer, meninos... Também pela maturidade que condiz a de um menino, e atitudes também influenciaram para que esse trombos fossem dolorosos.
Minha memória me recorda meus momentos de infância, a minha pureza, quando eu achava que ser criança era tão ruim, é como se eu viajasse no tempo, como se eu visse as imagens, e sentisse tudo de novo, e quando eu ouço musicas daquele tempo, é como se um sentimento de saudade de mim mesma tomasse conta de tudo, a ponto de eu querer voltar a sonhar que tudo seria lindo, viver em minha ilusão infantil por mais um dez anos. E de lembrar quando eu imaginava cada detalhe de como tudo seria em minha vida adulta, minha casa, meu namorado, festas e minhas "roupas de mulher ", eu penso no quanto é ruim acordar de um sonho bom.
Mesmo sabendo das impossibilidades dessas vontades, só deixo aqui meus sentimentos.



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mais que amor!

Hoje na hora do meu almoço, por instantes fechei os olhos e tive as lembranças mais bonitas que guardo em meu coração.
Foi como se eu estivesse vendo um filme de momentos que tive com a minha vó Olivia, sentindo novamente seu abraço, seu cheiro, o jeito do seu quarto.
Isso sim, é saudade!
Não faz mais doer, hoje ela tranquiliza meu coração, me traz paz e força pra conseguir ir em frente!


 ...aqui dentro de mim

domingo, 4 de agosto de 2013

Minha luz.

Às vezes, me deito e fico pensando em tudo que está acontecendo na minha vida, durante o dia com a rotina corrida que tenho não paro muito pra pensar e passo o dia a cantar, rir, fazer palhaçadas e pensar em coisas boas, coisas que me dão força, que fazem com que eu me sinta bem e leve.
Mas aí, chega então a noite, mesmo com o cansaço, meus pensamentos voam longe, vão em direção as minhas irmãs, que se entristecem com toda a situação.
Por diversas vezes eu já pensei em pegá-las pra mim, arrumar uma casa e cuidar delas como elas merecem.
Ontem a O. me ligou chorando, mas Deus é tão bom comigo, que colocou em minha boca as palavras que precisavam ser ditas a ela. E então, depois de quase uma hora no celular, desligamos, ela se sente perdida, e ao fechar meus olhos, eu enxerguei uma luz muito forte em cima da cabeça dela, e a vi em um lugar escuro, mas é como se essa luz fosse guia-la pelo melhor caminho.
Sinto que eu estou em uma conexão muito forte com os espíritos de luz, eles me dão tranquilidade, para que eu possa passar só coisas boas para as meninas, e para ajudá-las sem me desesperar.
Ainda não sei qual será a solução para esses problemas, na verdade nem sei muito bem como a minha mãe está, ela quase não me manda notícias, mas, sei que Ele está na direção de tudo.







Ainda mais essa...

Pior que seu melhor amigo, ou sua mãe dizer que você fez tudo errado, é você mesma olhar para o seu reflexo no espelho e sentir que no fundo você sabia que aquilo não ia dar certo, mas como teimosa que é, insistiu em quebrar a cara.
Tá bom, vida! Desculpe, você tinha toda a razão, me mostrou uma, duas vezes e eu ainda quis, pra pela terceira vez, você esfregar na minha cara.
Ok, tenho tanta coisa mais importante pra pensar que isso vai ser só mais uma lição na minha vida, mas que dessa vez, eu aprenda.



...mas, continue lutando!